À minha mãe.
Foi Ela a quem dei dor, sono e deleite
E a quem pus lágrima e sorriso à cara
E a quem fiz largar tudo ao meio para
De pronto oferecer-me o morno leite
É ela que com ato, exemplo, história
A dor da vida faz com que eu aceite
Não com resignação, mas tendo à mente
Que só com a luta se chega à vitória
Quem é essa mulher que tão bem quero?
Ao questionar ao mundo esse mistério
Um grito em mim depressa ecoou:
É a minha mãe, tão doce, terna e mansa
Matriz de minha sábia ignorância
Motivo inexorável do que sou!
Paraíba, 05-05-2010.