Soneto em homenagem aos meus avós, Francisco José de Andrade e Francisco Clemente da Silva (ambos In memoriam)
Preencheram-me a vida a certa altura
Dois Franciscos com quase a mesma idade
Sendo um deles um céu de austeridade
E o outro um frio mar de doçura
Consonantes em minha ontogenia
Dois nascidos da mesma terra dura
Preto e branco: a gênese da mistura
Da cor que a minha pele pintaria
Sua terna bravura, seu legado
Que por muitos será perpetuado
Ficarão para sempre na memória
Pois que a morte, ato último do ser
Hoje única certeza me fez ter
De que um Homem não morre: vira História!
Thiago Andrade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário