segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Matrix


À minha mãe.

Foi Ela a quem dei dor, sono e deleite
E a quem pus lágrima e sorriso à cara
E a quem fiz largar tudo ao meio para
De pronto oferecer-me o morno leite

É ela que com ato, exemplo, história
A dor da vida faz com que eu aceite
Não com resignação, mas tendo à mente
Que só com a luta se chega à vitória

Quem é essa mulher que tão bem quero?
Ao questionar ao mundo esse mistério
Um grito em mim depressa ecoou:

É a minha mãe, tão doce, terna e mansa
Matriz de minha sábia ignorância
Motivo inexorável do que sou!

Paraíba, 05-05-2010.

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