Observo ascenderem já com calma
As salinas detentas do desgosto
Que silentes me rolam pelo rosto
Ao fechar das janelas de minh'alma
Hoje só posso ver as cicatrizes
E do fogo escaldado a fumaça
No semblante a dureza da desgraça
Que outorga engenho aos infelizes
Nesse peito cerrado a cadeados
Sentimento esquecido, ressecado
Como o chão de um lugar onde não chove
Logo vai dar lugar à luz, à graça
Porque sabe que o tempo logo passa
E que a crise é existência que se move
Thiago Andrade
4 comentários:
Genial...arrasou novamente!
Continue sempre compondo e encantando.
Parabéns, duplamente Parabéns!
Nesse peito cerrado a cadeados
Sentimento esquecido, ressecado
Como o chão de um lugar onde não chove
Aquilo mais intríseco e não revalado por nós...
Existencial e Objetivo.
w
Muito bom!!! Gostei e me identifiquei bastante com tudo q escreve... tbm faço psicologia...isso deve ajudar na identificação, mas vc escreve muito bem! PARABÉNS!
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